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GERAÇÃO "Y" OU GERAÇÃO DE APRESSADINHOS?
Em recente matéria, em publicação semanal de grande tiragem, foi apresentada pesquisa a respeito da geração de jovens que está ingressando no mundo corporativo e dando os primeiros passos rumo a uma vida profissional.
Segundo a pesquisa, 64% dos jovens não se apegam aos valores organizacionais e querem na realidade crescerem o mais rapidamente possível, não demonstrando nenhuma fidelidade para com quem os está empregando, além de dificuldades em lidar com as formalidades organizacionais e tendem com freqüência, desrespeitar a hierarquia e são extremamente informais no comportamento organizacional.
Na pesquisa, três itens são reforçados:
- Querem atingir rapidamente os postos de chefia;
- Querem ter desafios constantemente em seu dia a dia;
- Querem um ambiente que os valorizem.
Tenho tido experiência com os jovens desta geração, desde o início da empresa em 1996, dando aos mesmos a oportunidade de aprenderem, crescerem e se tornarem profissionais, mas confesso que tenho sido abatido pelo excesso de ansiedade desta geração.
Desde o início da empresa, que completa no mês de março de 2010, 14 anos, fiz questão de oportunizar estes jovens, oferecer-lhes uma chance de tornarem-se profissionais e com isto ganhar dos mesmos a consideração pelo empenho em proporcionar-lhes este aprendizado.
Para exemplificar, recentemente recebi uma solicitação de desligamento, com menos de 30 dias de um colaborador que tinha tudo para crescer na empresa, Mas, novamente a ansiedade na busca de seus objetivos, ceifou uma ótima oportunidade que o mesmo teria na HN Brasil, e o que é pior, informou-nos que com dois dias na nova empresa foi demitido sem maiores explicações.
Entendo também que a competição no seu grupo de vivência e as necessidades materiais que são fustigados incessantemente através dos meios de comunicação, além de publicidade em elevadores, internet e etc; empurram estes jovens para a ansiedade em quererem ser admirados, reconhecidos e promovidos com uma rapidez, que o aprendizado e a formação não permitem. Ainda o tempo é necessário para qualquer formação. Não se fica numa faculdade 4, 5 anos a toa. O tempo para o aprendizado, a formação e o amadurecimento são fundamentais para a formação destes profissionais.
Tudo que é feito com muita rapidez, não tem sustentação. Apesar de todas as tecnologias disponíveis, não se constrói um prédio de 10 andares, em um ano. A formação de um profissional leva tempo. Não adiantam nestes casos, a faculdade, os cursos de pós graduação e etc, pois a vivência, o dia a dia, as dificuldades, são estas que tornearão os verdadeiros profissionais e para isto somente o tempo é capaz de moldar estes profissionais.
A calma, a rotina e a valorização, são requisitos necessários à formação de qualquer profissional.
Minha recomendação para estes jovens, para não se frustrarem com seus sonhos à jato, é paciência, saber ouvir os mais rodados, aceitarem que uma dose de rotina é fundamental para agregar o hábito e fundamentalmente foco na profissão que pretendem ter.
Autor: Herminio Gomes Carneiro - Diretor da HN Brasil

